Clinica Móvel Padre Pio da Diocese de Tete Assiste os mais desfavorecidos

Em 2019, apresentou-se na Diocese de Tete um leigo missionário natural da Eslováquia, já com experiência missionária em Angola. Trata-se do senhor Pedro Pagac, natural de Bratislava. Católico convicto, animado por uma grande fé e caridade propõe ao Bispo de Tete trabalhar a favor da saúde dos mais pobres. Dom Diamantino Antunes, apoia a iniciativa, e inicia o projecto da Clinica Móvel de São Padre Pio.

A Clínica Movel São Padre Pio, sem grande estruturas ou burocracias, é uma brigada médica móvel que usa um método eficiente e eficaz para fornecer cuidados essenciais de saúde e nutrição às populações afectadas pelas doenças endémicas, particularmente aquelas populações distantes das unidades sanitárias.

Ela representa uma oportunidade eficaz para identificação e tratamento de malária, diarreia e de casos de desnutrição aguda em situação de emergência.

O projecto desenvolve-se em 12 aldeias, nas proximidades da cidade de Tete, nos distritos de Tete, Moatize, Marara e norte de Changara. O objetivo é fornecer cuidados e serviços de saúde aos mais pobres e vulneráveis desta região.

As principais atividades da Clinica Movel são a prestação de tratamento médico e posterior fornecimento de medicamentos, a implementação de um programa de desnutrição. A clínica movel vai uma vez por mês numa numa aldeia e aí presta assistência médica e educativa. Presta assistência médica a todos os residentes, independentemente da idade sexo e religião.

A assistência médica é prestada diariamente a aproximadamente 80-100 pacientes, semanalmente 400-500 pacientes, mensalmente 1.600-2.000 pacientes, anualmente 16.000-20.000 pacientes.

O projecto não se concentra apenas na prestação de cuidados de saúde e na resolução de problemas de desnutrição mas também inclui um importante trabalho social com crianças de rua na cidade de Tete.

Benção da Igreja de Santa Maria de Nachilowe, Paróquia do Cristo rei de Mpenha

Dia 1 de Janeiro, Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, Dom Diamantino Antunes inaugurou a igreja de Santa Maria Mãe de Deus de Nachilowe, Paróquia de Cristo de Rei de Mpenha, na Angónia.

Uma comunidade antiga, fundada no povoado de Nachilowe em 1962. Situada bem na fronteira com o Malawi, no lado direito da estrada nacional de Dedza para Blantyre, a comunidade de Santa Maria nasceu como escola capela pertencendo à Missão de Fonte Boa. Toda a presença católica é centenária pois muito próximo dali foi fundada em 1902 a Missão de Bambeke, no actual Malawi.

Foram centenas de católicos, também da vizinha comunidade de Santo André de Masasa, Missão de Bambeke, participaram na solene Santa Missa presidida pelo Bispo de Tete, precedida pela bênção da solene. Na sua homilia, Dom Diamantino Antunes, falou da importância de Maria na espiritualidade dos católicos, enquanto mãe de Jesus e mãe de todos os baptizados. Falou da criação em 2025 da Paróquia de Lidzulu, da qual a comunidade de Santa Maria de Nachilowe fará parte, com o desmembramento da Paróquia de Mpenha.

Foi na comunidade de Santa Maria que o Bispo de Tete, logo após a sua ordenação episcopal e tomada de posse da Diocese de Tete, em 23 de Maio de 2019, fez a primeira visita pastoral e administrou os primeiros crismas.

Abertura do Jubileu na Diocese de Tete

O Bispo de Tete presidiu no dia 29 de Dezembro, à Missa Solene que marca o início do Jubileu na diocese, alertando para a situação difícil que vive Moçambique provocada pela tensão sócio-política e a violência e apelando à valorização da esperança, tema proposta pelo Papa para este Ano Santo.

“Passámos a Porta Santa juntos, sinal visível da comunhão que nos une, da fé que todos partilhamos em Jesus Cristo, o Verbo feito carne há 2025 anos. Acabámos de celebrar o rito que marca o início do Jubileu na nossa diocese. Será um ano de graça, um “tempo da misericórdia e do perdão” de modo que se abra para cada um de nós o caminho da esperança que não desilude”. O Papa Francisco para este Jubileu quer gestos de paz no mundo. Que o primeiro sinal de esperança do Jubileu se traduza em paz para Moçambique, imerso nestes dias na tragédia da guerra, da violência e do caos, referiu Dom Diamantino Antunes, na homilia da Missa a que presidiu na Catedral de Tete, após uma procissão iniciada junto à igreja de São Paulo e que atravessou a cidade de Tete.

O percurso foi acompanhado por centenas de pessoas, ao longo da avenida Eduardo Mondlane. Durante o percurso, em cada paragem, leu-se uma passagem da Bula “A esperança não engana” com a qual o Papa Francisco proclamou o Jubileu de 2025.

Nas paróquias da Diocese de Tete a abertura da Porta Santa do Jubileu será aberta no próximo Domingo, dia 5 de Janeiro.

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Reabilitação da Histórica Igreja da Missão de São Pedro Claver de Miruro Zumbo

Aquilo que era impossível, torna-se realidade com a força de vontade e espírito de sacrifício. A igreja de Miruro deixou de ser uma ruína de paredes despojadas, para assumir a dignidade de outros tempos. Já está coberta, os rebocos das paredes foram refeitos, já tem janelas e portas. Sobretudo, foi aberta ao culto depois de 60 anos de abandono. Já se voltou a rezar como nos tempos passados. Neste Natal foi celebrada a Missa do Nascimento do Senhor, a primeira desde 1965, ano do encerramento da Missão. A Diocese de Tete, através da acção do Irmão serafino Piras e da sua equipa de pedreiros e carpinteiros, está realizado este trabalho de reabilitação. Além da igreja está a ser reconstruida a escola primária e a residência dos missionários. Trabalho não fácil, olhando a distância e a carência de transportes para aquela região.

A Missão de São Pedro Claver de Miruro situa-se na parte mais oriental de Moçambique e da Diocese de Tete, na fronteira com a Zâmbia. Faz parte do distrito do Zumbo, está situada a 550 km da cidade de Tete. É uma das mais antigas e famosas missões católicas de Moçambique. Foi fundada em 1890 pelos Missionários Jesuítas alemães na margem esquerda do rio Luangwa, que divide Moçambique e a Zâmbia. A Missão está classificada pelo Governo como Monumento Nacional (Património Histórico). Desde da fundação os missionários dedicaram-se à educação das crianças, muitas delas resgatadas da escravidão, criaram orfanatos, escolas primárias com internatos, escola de artes e ofícios.

A história da missão de Miruro tem sido muito atribulada e sofrida. Em 1910, os Jesuítas foram expulsos pelo governo português, tendo-se transferido para a Rodésia do Norte, actual Zâmbia. Foram substituídos pelos Missionários do Verbo Divino em 1912, os quais foram presos e expulsos em 1915 quando Portugal entrou na I Guerra Mundial ao lado da Inglaterra. Em 1926 chegaram os Missionários da Consolata que trabalharam na Missão de Miruro até 1933. Em 1954 chegaram os Missionários do IEME (Padres Burgos).

Em 1966, com o início da guerra colonial contra a presença portuguesa, a Missão de Miruro foi abandonada pelos missionários. Em 1975, depois da independência, os missionários foram proibidos de regressar e todas as estruturas da missão, incluindo a igreja, escolas, internatos, hospital, maternidade, campos agrícolas, etc., passaram para a direcção do Governo. Em 1985, a guerra civil obrigou ao abandono das estruturas da missão de Miruro e iniciou um processo de destruição das estruturas da missão.

Hoje começa uma época nova para a Missão de Miruro, com a revitalização da acção evangelizadora e de promoção humana da Igreja Católica no extremo oeste de Moçambique.

 

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Abertura do Ano Jubilar na Diocese de Tete

Na Diocese de Tete, a abertura solene do Ano Jubilar será no dia 29 de Dezembro, pelas 7h00, com uma peregrinação jubilar, que sairá da Igreja da Paróquia de São Paulo em direção à Catedral, onde terá lugar o rito de entrada com a abertura da Porta Santa do Jubileu e a celebração da Eucaristia da Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José, presidida pelo Bispo da Diocese de Tete, Dom Diamantino Antunes.

“O próximo ano será de grande importância para a Igreja Católica, com a celebração do Jubileu, que será vivido de uma forma intensa na Diocese de Tete, onde todos são chamados a ser “Peregrinos da Esperança”, lema do Ano Santo de 2025”.

O jubileu pretende ser, acima de tudo, um tempo de celebração, peregrinação, renovação espiritual, de unidade entre os fiéis e de profunda reflexão no caminho da fé, onde todos são chamados a reconhecer Cristo no dia-a-dia.

“A celebração do Jubileu da Esperança deve ser para todos os batizados uma experiência única de fé e de esperança, num regresso alegre, constante e jubiloso à fonte batismal, a porta de entrada na filiação divina. Será um momento decisivo de encontro vivo e pessoal com Deus, revelado em Jesus Cristo, pela graça do Espírito Santo”.

Para que este tempo seja vivido em todas as comunidades, apelamos aos párocos da diocese que convidem as paróquias a viver a fé nesta quadra natalícia, dando respostas aos sinais de esperança enumerados na Bula: a paz, a abertura à vida, os doentes, os jovens, os idosos e os pobres.

Em cada paróquia da Diocese de Tete a Porta do Jubileu será aberta no Domingo dia 5 de janeiro.

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