Boroma: Despedida e Envio Missionário do Irmão Jeremias da Comunidade Sementes do Verbo

Chegou Igor e parte Jeremias. Trata-se do mesmo jovem e dinâmico missionário brasileiro, muito conhecido em Boroma e Tete, da Comunidade Sementes do Verbo. Dia 10 de Julho, na Missa conclusiva dos Exercícios Espirituais do clero diocesano de Tete, na igreja-santuário de São José de Boroma, o Bispo de Tete deu a bênção e o envio missionário ao Irmão Jeremias que regressa ao Brasil onde vai ingressar no Seminário da Comunidade Sementes do Verbo para se preparar para ser sacerdote. Na homilia, Dom Diamantino Antunes agradeceu o dom precioso que foi este consagrado missionário na missão de Boroma e na diocese de Tete. Ele chegou no início de 2023 a Tete. O seu primeiro trabalho, juntamente com o primeiro grupo de missionários da comunidade Sementes do Verbo. O seu primeiro trabalho foi a pintura interna e a decoração do interior da Catedral de Tete. Trabalho necessário, bem executado, com gosto e profissionalismo. Depois seguiu para a Missão de São José de Boroma para trabalhar com os seus irmãos e irmãs no trabalho de restauro material e espiritual da missão mãe de todas as missões da Diocese de Tete. Trabalhou muito e em diferentes sectores: pedreiro, carpinteiro, pintor, eletricista, agricultor, etc. Como bom religioso, não esqueceu a dimensão espiritual, religiosa e pastoral.

Emitiu a sua profissão religiosa em Boroma, assumindo o novo nome de Irmão Jeremias. Acompanhou os jovens e os acólitos, deu formação e retiros, catequese e sempre acolheu com grande cortesia a amabilidade os peregrinos e visitantes da missão/santuário, característica que bem identifica a comunidade Sementes do Verbo.

O Irmão Jeremias vai,  que regresse a Tete como sacerdote.

Obrigado, Tatenda, Zikomo.

Exercícios Espirituais do Clero da Diocese de Tete

O Clero diocesano da Diocese de Tete, com o seu Bispo, reuniu-se de 6 a 19 de Julho, no Centro de Espiritualidade São José de Boroma, para a realização dos seus exercícios espirituais anuais. Os exercícios espirituais, com 2 meditações/palestras diárias foram sabiamente guiados pelo padre Sandro Faedi. Com a sua experiência missionária e sacerdotal, o seu conhecimento e amor ao clero da Diocese de Tete, guiou os participantes na redescoberta e valorização do seu ministério sacerdotal. Tratou-se de um tempo privilegiado de graça, no qual os sacerdotes, recolhidos no silêncio orante, buscaram nutrir-se da da Palavra para a sua renovação interior, sempre necessária em ordem à fecundidade do ministério ordenado.

Os sacerdotes, partido do texto de 1 Timóteo 4, 11-16, onde São Paulo dá as indicações necessárias para ser “bom servidor de Cristo”, foram conduzidos a identificar-se com Cristo Sacerdote e fazer suas as opções que ele fez, para a devida vivência do sagrado ministério ordenado.

Além das palestras, fundamentadas na Palavra de Deus e na experiência da Igreja, os dias do retiro foram permeados por momentos de oração silenciosa, celebração da santa Missa, adoração e convivência fraterna.

Irmãs Postelianas na Missão de São Miguel de Chiritse

A Missão de São Miguel de Chiritse, fundada em 1958 no coração da Macanga, teve um papel importante na evangelização e promoção humana, sobre no sector da educação, da região centro (Macanga, Chiuta e Chifunde) da actual diocese de Tete. Desde a sua fundação, até à sua nacionalização e  a consequente expulsão dos Padres Jesuítas, em 1977, a missão nunca contou coma presença e acção de uma comunidade de Irmãs Missionárias. De 1977 até há pouco tempo atrás,a Missão de Chiritse esteve semi-abandonada em ruínas, sendo assistida pastoralmente nestes últimos anos pelos Padres Redentoristas da Paróquia de Furancungo. 

Apesar disso, a comunidade católica manteve-se viva ao longo dos anos, resistindo a todas as dificuldades - limitação à prática religiosa, guerra, dispersão, falta de assistência religiosa, etc. -, mantendo viva a chama da fé e a união fraterna.

Em 2024, a Diocese de Tete, com a ajuda da comunidade católica local e da equipa missionária de Furancungo,  iniciou o trabalho de reabilitação da Missão de São Miguel. Os Padres Redentoristas melhorararm a assistência religiosa à vila de Chizolomondo e às comunidade cristãs. A Missão de Chiritse ressuscitou, ganhou autonomia,  auto-estima e novo dinamismo apostólico.

Hoje, a Missão de Chiritse, tem aquilo que nunca teve na sua história: Irmãs Missionárias residentes e que trabalham na paróquia e com a paróquia. Trata-se das Irmãs Postelianas, presentes na Diocese de Tete desde 2023, na Paróquia de São João de Brito de Tsangano. A pedido do Bispo de Tete e vendo as necessidades da vila de Chziolomondo e da Missão de Chiritse, as Irmãs aceitaram com espírito missionário o convite da Diocese. Iniciou-se no final de 2025 o trabalho de preparação da casa para a residência das missionárias. Depois de meses de intenso trabalho de construção, coordenados pelo Irmão Serafino Piras, a casa, situada no centro da vila de Chizolomondo, já está pronta e as Irmãs já lá residem e trabalham.

Dom Diamantino Antunes, acaba de visitar as Irmãs Postelianas que residem e trabalham em Chizolomondo e abençoar a casa-residência onde acabam de se instalar. Foi uma ocasião para dar graças a Deus e à congregação das Irmãs Postelianas pelo servíço missionário que iniciam na Missão de Chiritse. A comunidade religiosa é formada por 3 Irmãs, naturais do Niassa, diocese de Lichinga: Irmãs Felizarda Sebastião, Consolata Costa e Beatriz Jacinto Luís.   

Desejamos às Irmãs Postelianas uma fecunda missão e apostolado em terras da Macanga.

Paróquia de São Pedro de Tete celebrou o seu Padroeiro

Disse Jesus a Pedro: "Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja". Em 1962, ano da criação da diocese de Tete, foi criada uma paróquia na periferia de Tete sobre as pedras sobranceiras ao vale do Nhartanda: a Paróquia de São Pedro Apóstolo de Tete. Um bairro, chamado então de "São Pedro", hoje Sansão Muthemba, um dos mais densamente populados da cidade de Tete, cresceu desordenadamente à volta desta paróquia, a qual hoje está ressurgindo de um tempo de abandono e degrado devido às nacionalizações pós-independência.

Domingo, 5 de Julho, embora com uma semana de atraso, os católicos de São Pedro fizeram grande festa para celebrar o seu padroeiro, São Pedro. o Bispo de Tete, esteve presente, e a solenidade foi ainda maior. Antes de se iniciar a Missa, Dom Diamantino abençoou e inaugurou, um gigantesco cruzeiro edificado no centro da paróquia, a poucos metros da igreja. Também Pedro foi crucificado na cruz, em Roma, por volta do ano 65, sendo imperador Nero. Como recordou o Bispo de Tete, nos recorda o sacrifício de Cristo, mas também e sobretudo o amor de Deus que vence a morte, o mal e o pecado. A cruz o sinal da nossa salvação. O Cruzeiro foi construido pelo Irmão Pedro Pagac, um leigo da Eslováquia, que muito tem contribuído com a Diocese de Tete no trabalho de promoção humana, sobretudo na prestação de cuidados saúde para os mais pobres e desvalidos, com a Clínica Móvel Padre Pio, e no apoio às crianças pobres e vulneráveis da cidade de Tete, com a "Casa da Alegria". que tem sede na Paróquia de São Pedro.

A Missa em memória de São Pedro, presidida pelo bispo de Tete e concelebrada pelo pároco, Padre Filipe Ajuda, do clero diocesano,  foi brilhantemente animada pelo coro paroquial e contou com a participação de muitos fiéis. Na homilia, Dom Diamantino Antunes, recordou os 50 anos do assassinato do Padre Luís Castro, um Padre de Burgos espanhol, que muito trabalhou na Paróquia de São Pedro e que foi morto de modo violento em 1976 num ataque em Inhazónia, Manica.

Depois de um almoço festivo e partilhado, no qual tomaram parte todos os paroquianos, seguiu-se uma tarde recreativa e cultural, na qual os diferentes grupos da paróquia desfilaram e apresentaram os seus dotes artísticos através da música, canto, dança e teatro.

Na Paróquia de São Pedro, além dos padres Filipe e Clayton, trabalham as Irmãs de Notre Dame e os Irmãs da Comunidade Pobres de Jesus.

Encontro Internacional das Mulheres Católicas de Santa Ana

A Paróquia Maria Auxiliadora de Changara, Diocese de Tete,  acolheu entre os dias 26 a 28 de Junho um encontro das Mulheres Católicas de Santa Ana, denominada «Associação de Mulheres Católicas de Santa Ana». Este Movimento de Leigos Católicos foi fundado no Zimbabwe, estando muito presente neste país e também na Zâmbia. Na Diocese de Tete o Movimento de Santa Anta está presente em algumas paróquias que fazem fronteira com o Malawi, nomeadamente Zumbo, Miruro, Uncanha e Cassacatiza. 

O encontro das Mulheres Católicas de Santa Ana realizado na Paróquia de Changara contou com mais de 900 Mulheres, o maior número vindo do Zimbábweda Diocese de Gweru onde está o Centro da Associação, da  Arquidiocese de Harare. Houve também uma representação de Arquidiocese de Bulawayo e Masvingo.  Foram acompanhadas por seis sacerdotes, directores espirituais do Movimento, e um grupo de doze Irmãs.  

O lema escolhido para o evento foi « Alargando o espaço da Associação como Mulheres de Santa Ana da Diocese de Gweru para a Diocese de Tete»

O objectivo do encontro era fazer conhecer a associação às mulheres católicas na Diocese de Tete e expandir a devoção a Santa Ana, esposa de São Joaquim e Mãe de Nossa Senhora.

Foram investidas nesse encontro, um total de 9 mulheres, como membros da Associação, da Paróquia de Changara e uma da diocese de Chimoio.  O encontro foi caracterizado  pela intensa formação, celebrações, troca de experiencias e recreação. Foi um momento  de profunda comunhão eclesial e muita alegria.

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